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Conheça o ”Jogo Justo”, o projeto que visa baixar os impostos sobre games brasileiros


Sabemos que os games no Brasil são considerados supérfluos pelo governo. Tanto, que os impostos chegam a 72% sobre os jogos eletrônicos. É estranho pensar que em um país com poder aquisitivo menor, os games chegam quase pelo dobro do preço. Mas parece que há uma luz no fim do túnel para os gamers consumidores…. É o projeto Jogo Justo, uma iniciativa do administrador e gamer Moacyr Alves Jr., que tem apoio do deputado federal Luiz Carlos Busato (PTB-RS).

O que é o Jogo Justo?

O Jogo Justo visa reduzir os impostos nos games importados, tornando-os mais acessíveis e assim, combatendo diretamente a pirataria no País, abrindo mais interesses nesse setor e  também frentes de trabalho nessa área, ainda pouco explorada.

Nesse projeto conto com uma equipe de todas as áreas dos games para poder demonstrar o quanto é importante e o quanto todos nós podemos ganhar com uma efetiva redução nos impostos para o setor.

Confira a entrevista  que o Moacyr Alves deu a Inside Games

Inside Games: O que é o projeto “Jogo Justo” e o que ele realmente pode mudar no cenário de games do Brasil a curto, médio e longo prazo? Qual a vantagem de não ser um PL (Projeto Lei)?

Moacyr Alves: O projeto “Jogo Justo” é uma iniciativa que nasceu a 2 anos atrás com o intuito de mudar o quadro de impostos nos videogames do nosso país, reduzindo a sua carga e deixando o Brasil um polo atrativo para as empresas do ramo e abrindo fronteiras para essa indústria tão lucrativa e crescente.
Ha meu ver, com o projeto saindo em curto prazo teremos uma redução da carga tributária fazendo a linha de videogame cair significativamente o preço refletindo a médio prazo com grandes empresas se instalando no Brasil, e a longo prazo vejo nosso pais produzindo os games nacionalmente, aumentando a oferta de trabalho nessa area e crescendo constantemente.

A vantagem de não ser uma PL é o que podemos ganhar em tempo, ou seja, uma PL demora de 10 a 18 anos para ser aprovada por inúmeras razões, pela quantidade de PLs no plenário e pelo movimento dos partidos e também pelos próprios políticos, para esse conceito basta ver que a antiga PL 500/07 que também pretendia ajudar a comunidade gamer começou com o Deputado Carlito Merss e hoje se encontra no gabinete do Palocci parada a 4 anos, então sendo assim com uma conversa séria com o secretário geral da receita federal temos a chance de mudar o quadro mais rapidamente.

Inside Games: Qual a situação atual do projeto? Quais foram as conquistas alcançadas até hoje?

Moacyr Alves: Hoje ele já esta em fase final, estou fazendo pesquisas e recolhendo evidências para provar que com a redução da carga tributária todos ganham inclusive o próprio governo com uma maior arrecadação de impostos desestimulando o comercio de produtos cinza ou pirataria. A primeira grande vitória foi sem dúvida o Deputado, definitivamente eu não tinha ideia de como era difícil achar alguém que pudesse me ouvir, passei por 4 deputados e todos eles bateram a porta na minha cara e justamente com o Luiz e seu gabinete finalmente pude ser ouvido e auxiliado da maneira correta, a segunda conquista foi praticamente unir todas as cabeças pensantes na área dos games, jornalistas, empresários, comunidades e acadêmicos, praticamente tenho me reunido com todos de todas as áreas para me apoiarem e tem sido extremamente gratificante perceber que apesar de certas diferenças entre várias pessoas do ramo, todos estão se unindo comigo para uma grande causa.

Inside Games: O Senhor é o responsável pelo projeto e se diz um apreciador dos games em geral. Qual é o seu papel atual no mercado de games nacional?

Moacyr Alves: (Risos) essa é uma boa pergunta, bom eu tenho um escritório de contabilidade e uma rede de estacionamentos, ou seja, absolutamente nada haver com games, mais desde pequeno gosto dos videogames e a 4 anos atrás comecei a montar uma coleção dos mesmos, eles são o meu modo de relaxar, digamos assim, há dois anos atrás comecei a me aprofundar no tema, mais com outras abordagens e hoje já fiz 8 palestras sobre os games seu contexto social e sua história.

Inside Games: O projeto “Jogo Justo” é apoiado pelo deputado Luiz Carlos Buzato. Qual a vantagem de contar com o apoio do Senhor Deputado e o que ele realmente está fazendo para que o projeto avance?

Moacyr Alves: Com o Sr. Luiz o projeto ganha muito mais força e ele já esta conscientizado da importância do “Jogo Justo” e o que o projeto pode trazer de benefícios para o nosso país, ele já deixou o Advogado dele a disposição o Alexandre que vem me dando todo o auxilio e clareza para a condução do “Jogo Justo”, então quase que semanalmente falo ao gabinete do Sr. Luiz para reportar e pedir auxílio no projeto.

Inside Games: O que diferencia o “Jogo Justo” da campanha “Imposto Justo para os videogames”, criada pela Tambor? Por que ele tem mais chances de dar certo?

Moacyr Alves: O “Jogo Justo” é uma força em ação onde eu coloco o meu ideal e o da comunidade gamer em prática, então estou sempre atrás de apoios, me reunindo com pessoas influentes da área dos games, e chegou a um ponto onde sou procurado diariamente, o “Jogo Justo” se tornou algo que eu nunca imaginaria chegar, logo no começo eu já tive o apoio imediato de uma comunidade de 75.000 pessoas que é o Portal Xbox e agora está se expandindo muito mais, já o “Imposto Justo para os videogames”, também é uma ótima iniciativa, porém ela esbarra em um problema crucial, onde ela parou. Eu pessoalmente falei com o gabinete onde ela se encontra e nem sequer me deram ouvidos e acreditem, não foi apenas uma tentativa, foram várias. E pelo que percebi não será abaixo assinado que vai mobilizar aquele pessoal.

Inside Games: Coincidência ou não, estamos em um período pré-eleitoral e projetos aonde o game é a pauta principal estão aparecendo e ganhando destaque. Dá-se a impressão de que estes projetos nada mais são que ferramentas eleitoreiras para conquistar votos entre o público gamer. O que o senhor tem a dizer sobre isso?

Moacyr Alves: Acreditem, muitos parlamentares não tem nem ideia do que é essa indústria, pelo que conversei com todos antes do Sr. Busato era um total desinteresse, pela forma com que converso com o Busato e seu gabinete, percebi que tanto ele quanto o seu gabinete tem algo em comum, a paixão pela tecnologia, chego até a brincar as vezes com o Alexandre falando que eles são “digitais”, isso já ajuda e muito, então eles estão movidos pela paixão e isso fortalece muito, faz com que quebramos barreiras, como foi no meu próprio caso onde passei desde por um certo tipo de preconceito, onde me falaram que eu lutava por uma causa sem solução ou por uma total descrença onde me falavam que eu tinha mais que comprar de fora, por que quem pensa em lutar para ter jogos originais aqui no “pais da pirataria” não passa de um idiota.

Posso afirmar que no caso do Busato e de seu gabinete não é nem de longe a questão “eleitoreira” mais sim um bem comum, infelizmente não posso falar isso dos outros antes dele, que realmente não vem nem ao caso mencionar.

Inside Games: Recentemente foi divulgado que diversas empresas estão apoiando o projeto “Jogo Justo”. Quais tipos de apoio estas empresas estão oferecendo? O que elas realmente estão fazendo ou podem fazer para ajudar, além de relacionarem seu nome ao projeto?

Moacyr Alves: Cada uma tem seu papel em minha cabeça e cada uma vai ajudar de alguma forma no seu devido tempo, por exemplo, devo muito ao Khalil da rede UZ Games, através dele consegui falar com todos os lojistas e distribuidores de games praticamente, devo muito aos blogs e a sites como a própria Inside Games por espalhar esse projeto e todo o bem que ele vai trazer, devo muito a comunidade Portal Xbox por ter me concedido o espaço para palestrar e dar início a esse grande nome que é o “Jogo Justo”, devo muito a escola Saga por me mostrar que podemos sim ser um pais competitivo na criação dos futuros produtores de games nacionais e também devo a tantos outros que se eu for escrever aqui com certeza vou cansar de digitar.

Então os que estão ligados direta ou indiretamente tem seu papel fundamental.

Inside Games: No site do projeto, não encontramos nenhum apoio de empresas que realmente movimentam o mercado de games no Brasil, que é o caso de Sony, Microsoft e Nintendo, oficialmente no país e também das grandes distribuidoras. O Senhor entrou em contato com elas? Por que elas não apoiam o projeto?

Moacyr Alves: Falei praticamente com todos e eles estão comigo também, porém com as grandes a única coisa que eu realmente quero são dados para montar a minha pesquisa, na verdade as grandes estão com uma tremenda vontade de entrar no Brasil de vez, porém será impossível com essa carga tributária que temos atualmente, nós temos que ser atrativos para essas empresas e com concorrentes fortes como a China e o México que tem muitos incentivos fica difícil.

Para se ter uma ideia na minha reunião com o pessoal da Nintendo, foi me dito que eles estavam estudando entrar no Brasil antes do México, porem o governo Mexicano percebeu isso e automaticamente baixou os impostos nos games e deu incentivo para essas empresas, conclusão, se você pegar um jogo de Xbox novo lacrado e olhar no lacre dele você vê escrito “Made in México” a minha intenção é futuramente estar escrito “ Made in Brazil”. E posso afirmar a todos o projeto dando certo eles vêm para o Brasil.

Inside Games: O Brasil é um país que taxa produtos de primeira necessidade como medicamentos, por exemplo, com impostos altíssimos. O que o leva a pensar que um projeto que pleiteia principalmente a diminuição dos impostos para um produto de pouca importância e desconhecido pela maioria dos políticos, que são os videogames, seja aprovado?

Moacyr Alves: Pela simples premissa que o projeto realmente ajuda a todos, inclusive o próprio governo, a poucos dias eu estava nos EUA, os impostos nos games é na casa dos 6%, vocês não imaginam a quantidade que uma GameStop vende, é absurdo, com um jogo a preço barato todos compram, não tem a mínima razão para o consumidor comprar produtos piratas e todos ganham, na minha pesquisa sobre o consumidor de games, já percebi que 95% dos consumidores compram seus produtos de fora,a grande maioria já comprou no Brasil, porém uma vez ou outra só, agora imagine se 95% dessas pessoas que compram fora, passassem a comprar aqui no Brasil, todos ganharíamos inclusive o governo.
Se eles fecharem os olhos para isso, de fato, vamos precisar mudar de país, sei que não é simples, mais vamos conseguir.

Inside Games: Há algum tipo de lobby ou pressão para que o projeto não passe?

Moacyr Alves: Na verdade a única pressão que eu encontro é de algumas poucas pessoas que falam “A isso nunca vai funcionar”, “Acreditar em políticos no Brasil é uma piada”, porém estranhamente essas pessoas nunca fizeram nada para mudar a situação em que nos encontramos, infelizmente no Brasil temos muitas pessoas que reclamam e nada fazem a não ser reclamar, sendo assim não vou deixar esse tipo de pressão mudar minha forma de pensar, ai serão eles que terão me vencido e eu não quero ser mais um “reclamante conformado”.

Inside Games: Vocês pensam em atitudes mais radicais como, por exemplo, aquelas praticadas pela CUT ou o Movimento Sem Terra, como realizar manifestações em Avenidas importantes de São Paulo ou então fazer alguma forma de pressão pública de outra forma?

Moacyr Alves: No começo eu havia pensado em uma passeata para promover a ideia, mais percebi poucas pessoas querendo aderir e a ideia de violência não me agrada nem de longe, acho que a união de todos como estou vendo hoje pelos blogs, páginas e outros meios é bem mais revolucionária e pacífica. Pensem comigo, quantas pessoas vocês conhecem que jogam, eu conheço muitas, então o jogo justo é um movimento forte e capaz de fazer muito barulho sem sair de casa, por isso que eu amo a tecnologia.

Inside Games: Parece que até então, o Ministro da Cultura, que seria responsável por algo como os Videogames, não deu a devida importância, o que vocês tem feito para que tal assunto seja importante para, pelo menos, alcançar políticos de nome? Há advogados e promotores se empenhando nisso, junto ao projeto “Jogo Justo”? Há algum projeto de alteração de lei para ser proposto em Brasília?

Moacyr Alves: O Sr. Luiz já disse publicamente que se a reunião com o Secretário Geral da Receita Federal não der frutos, ele ira impetrar uma PL na Câmara, se isso realmente for necessário já tenho um digamos “plano B” que não posso revelar ainda.

Inside Games: Aqueles que se interessar em apoiar e/ou divulgar o projeto, o que devem fazer?

Moacyr Alves: Bom a pessoa pode primeiramente me ajudar com a pesquisa do consumidor de games neste link http://tinyurl.com/23xbdpe, que na verdade ela apenas pega dados sobre o perfil do consumidor, a pessoa também pode acessar a página do “Jogo Justo”  onde tem meus contatos e lá também tem todos os dados e updates sobre o projeto, juntamente com os dados do Dep. Luiz Carlos Busato, onde você pode entrar em contato com o gabinete dele e mandar mensagens de apoio.

Vendo esta entrevista, sinto que temos uma esperança de não precisarmos mais “destravar” nossos video games devido ao alto custo, vamos esperar e se você que gosta muito de games deve com certeza estar pensando como eu, agora é só torcer e ver no que dá.

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Novo jogo do Batman sairá para Wii e Nintendo DS




Esse novo Batman não será uma versão de Batman: Arkham Asylum, mas sim um game completamente inédito. A Warner Bros Interactive anunciou que lançará Batman: The Brave and Bold The Videogame para o Nintendo DS e Wii agora, entre julho e setembro.

O jogo será baseado na série animada, com a possibilidade de poder jogar com diversos heróis do universo da DC Comics, incluindo Batman, Robin, Lanterna Verde, Besouro Azul e Aquaman. Batman: The Brave and Bold ainda contará com uma conectividade entre os consoles – Wii e DS – favorecendo a quem comprar os dois jogos com um personagem exclusivo, o Bat-Mite. Aí o jogador usará o DS como controle para jogar com o “duendezinho” no Wii.

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Dragon Quest 9 para Nintendo DS/DSi já vendeu 2,3 milhões de cópias


O jogo de RPG Dragon Quest 9 (Level-5) vendeu mais de 2,3 milhões de unidades somente em seus dois primeiros dias de comercialização. O lançamento tornou-se um fenômeno de vendas no Japão, superando inclusive a marca de seu predecessor, o episódio 8, para PS2, que havia vendido 2,2 milhões de cópias nas primeiras 40 horas.

A revista japonesa Famitsu havia confirmado que a compra antecipada (popular pré-venda) do título superava a marca das 2 milhões de unidades.

Dragon Quest é a segunda marca mais popular do grupo Square-Enix, distribuidora do jogo, sendo superada somente pela franquia Final Fantasy.

Dragon Quest 9: Defenders of the Starry Sky (Level-5)
Plataforma: DS e DSi.
Lançamento:
América: 2010
Ásia: 11 de julho de 2009
Europa: 2010
Oceania: 2010

Não Conhece? Se interessou? então segue o video para você…


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