Postado em 23 agosto 2010.
Sabado de manhã é sempre muito triste. O nosso final de semana começou o seu fim, e logo já estaremos pensando na segunda-feira que nos espera. Mas esse sabado pra mim foi um dia diferente, um dia para experimentar uma coisa que sempre quis fazer mas nunca tive a oportunidade.
Combinei então com o Loira, nos encontramos na estação de trem de Osasco (eu pontualmente as 10, o Loira com quase uma hora de atraso) e começamos a rumar a bienal.
Antes mesmo de o Loira chegar eu já havia entrado em pânico, pois eu só estava indo lá para ver a palestra de Eduardo Spohr, e atender ao chamado feito pelo Jovem Nerd, onde ele solicitava o apoio de todo o #NerdPower na Bienal do Livro.
Por que eu entrei em pânico? Porque enquanto esperava na estação eu vi o tweet abaixo:

E o Loira atrasado. Eu, como bom pessimista que sou, já pensei: agora ferrou. Não vou conseguir um lugar na palestra e tudo será em vão. Estava quase tendo um filho enquanto esperava o Loira chegar.
Finalmente esse cabra safado chega, saímos o mais rápido possível para chegar a Bienal.
Eu tinha ouvido rumores de que a fila para o ônibus gratuíto que levava até o local era grande, porém pensei comigo:
Ah, é uma Bienal de Livros, brasileiro é tudo sem cultura, não vai ter tanta gente assim lá…
Engano meu. Maldita hora que eu fui esquecer que brasileiro é fã de filas. A fila para os ônibus era grotescamente gigante.
Por sorte eu e o Loira estávamos preparados pra isso. Rumamos o mais rápido possível para um ponto de taxi, onde um taxista safado quis nos levar para o parque do Ibirapuera, alegando que a bienal seria lá.
Encontramos um taxista mais honesto e então 10 minutos depois e 10 reais mais pobres nós estávamos na porta da Bienal. A porta estava vazia, até estranhei de não ver as pessoas… Mas o problema era que as filas de entrada não ficavam na porta do local, e sim um pouco mais distante…
Uma pequena fila de um pouco mais de uma hora. E essa era apenas a primeira fila do dia a enfrentar.
Uma hora de sol na cabeça, finalmente conseguimos comprar o ingresso e entrar.

Entrei desviando das pessoas e andando o mais depressa que o meu (sobre)peso me permitia andar para chegar ao stand da Editora Record e garantir o meu lugar na palestra. Foi dificil, eu esbarrava nas pessoas, me irritava com aquelas que paravam na minha frente e ainda tinha que ficar cuidando pro Loira não se perder de mim, ou seja, foi quase uma missão impossível.
Chegando ao stand a notícia: não haviam mais senhas para a palestra.

A pessoa que me informou isso estava na porta do stand, era uma funcionária da Record, porém eu não acreditei muito no que ela falou… Decidi ir perguntar dentro do stand.
E qual não foi a minha surpresa ao descobrir que ainda tinham senhas.

De posse de minha senha fui atrás da segunda coisa que eu queria naquela Bienal. Fui comprar a minha cópida da edição capa dura, linda, novinha, cheirosa de “Guerra Civil”. E adivinhem só: mais fila…
A fila do stand da Panini era quase tão grande quanto a fila de entrada, mas só que um pouco mais demorada porque as pessoas tinham que pagar os produtos. E a culpa da fila estar demorada assim? Turma da Mônica.
A quantidade de pessoas comprando gibis lá da Turma da Mônica era incrível. Inclusive fizemos amizada com uma pequena teen do interior que estava na fila comprando gibis daquele terrível Turma da Mônica Jovem. Mas sabem como é, papo de adolescente não dá pra aguentar por muito tempo, então começamos a conversar com todo mundo que estava em volta.
É incrível como eu fico piadista quando temos mulheres apresentáveis a minha volta…
Mas voltando ao que interessa, depois de quase uma hora e meia de fila, consegui pagar pelo meu HQ e agora sou o feliz proprietário de “Guerra Civil”.

Isso tudo seria uma bela história se ainda não tivesse mais. Sim, eu sei que eu escrevo muito, mas se você chegou até aqui, o que custa ler mais um pouco?
Depois de sobreviver a Panini foi a vez de ir pra fila da palestra do Eduardo Spohr. Sim, não adianta pegar o ingresso e ter o lugar garantido, você ainda tem que pegar fila pra pegar um bom lugar. Mas brasileiro é fã de filas, não tem problema uma a mais, uma a menos…

Enfim dentro da palestra. Cadeirinhas brancas, tudo muito bacana… E chega o grande homem. Eduardo Spohr adentra o recinto usando sua famosa veste Jean + Camisa Nerd Store. Será que eu ando reparando demais em homens pra lembrar disso? Fiquei preocupado agora…
A sessão de perguntas e respostas corre muito bem, obrigado, até mesmo com uma participação desse que vos escreve um uma pergunta (inútil, mas mesmo assim uma pergunta), mas espera aí… Não está faltando alguém?
Sim, os convocadores da massa nerd simplesmente não estavam no recinto!
Quase uma hora de perguntas e respostas depois, eis que surgem Jovem Nerd e Azaghal, e o público nerd vai a loucura, milhares de fotos batidas por segundo, pessoas desmaiando nos corredores, praticamente dois astros do pop entrando no palco. Principalmente o Azaghal e seu chapéu estilo jogador de poker.

Pronto, apresentação concluída, hora de ir para a sessão de autógrafos. E adivinhem: mais fila.
Só que dessa vez não era qualquer filinha não… Era uma senhora fila. Mais uma vez o #NerdPower se manifestando. Aproximadamente 2 horas de espera. Fiz até alguns amigos lá e fui fotografado por uma reporter da Folha, saí em uma matéria. Resultado: sou as costas mais famosas de Osasco. Por que costas? Vejam vocês mesmos.

Sim, eu consegui sair de costas na foto. Eu sou o máximo.
Depois de tudo isso foi só enfrentar um congestionamento monstro na saída, não sem antes disputar no tapa um taxi com as outras milhares de pessoas que queria sair dali o mais rápido possível.
Cheguei em casa exausto e ainda tive que gravar o HTCast. Valeu a pena? Claro que sim. Faria tudo de novo todos os dias. Um dia para se lembrar, com certeza.