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Closed Note – Um diário de amor e tragédia

Olá! Estou aqui para trazer informação de mais um Dorama, mas nesse caso um longa metragem, então um J-Movie. Este outro bonito drama, ao melhor estilo japonês, dirigido por Isao Yukisada e tendo Erika Sawajiri (lembram da matéria sobre “Ichi Rittoru no Namida”? É a mesma atriz) como atriz principal, se chama Closed Note. Este filme oferece não somente uma visão da vida rural japonesa, mas sim uma chance de vermos uma versão realista da vida, apresentando a beleza do amor memorável contado por meio de uma história real de amor e tragédia.

A história de uma jovem mulher, Kae, que se muda para um pequeno apartamento enquanto estuda para se tornar uma professora. Em seu apartamento, ela descobre um diário deixado pelo último morador e, assim, começa a ler. O livro se revela ser o diário de Ibuki, que começou a trabalhar no ginásio de um colégio. Assim como a vida de Kae progride, se revela ser parecida com a de Ibuki, contrastando dois contos de amor e ambição.

A vida de Kae se mostra simplória; ela estuda, trabalha e pratica para um concerto de mandolin. Essa conexão entre as duas vidas revela a história emocional de Ibuki e seus alunos, revelando suas experiências, dando mais confiança a Kae ao ler o diário de outra pessoa. A semelhança entre duas mulheres se torna a área de interesse desse filme, e se torna o foco principal da dramática tensão entre os sentimentos apresentados. Quando ocasionalmente acontece premeditadamente, Kae aprende com o diário a superar seus problemas através das anotações de Ibuki, mostrando a semelhança de vida dosada na bela doçura que reside no filme. Sem querer revelar muito da história, só posso simplesmente dizer que é uma trágica história de amor que não se transforma em romantismo entusiasmado. Também faz surgir as problemáticas relações humanistas que um professor encontra e como elas se tornam melancólicas e trágicas, transformando-se em uma sufocante alegria. No final de tudo, o filme fez aversão ao final contente ao melhor estilo Disney.

A atuação das duas mulheres, Erika Sawajiri e Yuko Takeuchi, são impressionantes. Ambas as performances  mostram o progresso para uma trágica conclusão em seus sentimentos, e certamente um empate emocional. Eu realmente tenho que admitir que derrubei algumas lágrimas para cada uma das histórias. Cada personagem possui características marcantes e conquistadoras; Kae é calma e frustrada, enquanto Ibuki é sincera e imponente. Todas as performances, isso inclui a de Ishitobi, são perfeitas e carregadas de sentimentos e mensagens, inclusive a fantástica cena com o professor de Mandolin, que não é nada curta comparada à mensagem geral do filme.

O visual do filme é perfeito! Imagine uma mistura de cores gentilmente feitas com tons leves e delicados, surgindo a partir do sol de outono, colorindo a atmosfera e sendo capturada delicadamente pela câmera. Sem me apegar a detalhes técnicos e tornar esse texto chato, o filme se torna quieto, amigável, “clean” e muito bonito, misturado à combinação do novo e velho, natureza e “aquilo que o homem fez”, organizado e intrigante. O filme é simplesmente perfeito!

Por quê eu devo assistir?

Primeiro motivo: É um dorama. Segundo motivo: Erika Sawajiri está em cena. Terceiro motivo: Trilha sonora com Yui (com sua perfeita “Love & Truth”). A oportunidade de ver Sawajiri chan e ouvir Yui chan em um mesmo material é incrível! Deixando de lado minha opinião de fã, acho que muitos deveriam assistir esse filme, não somente pela beleza, mas por presenciar uma história de amor em que muitos passam por situações parecidas e não se atentam que o auxílio está mais próximo do que parece ou a solução é mais simples do que imaginamos. Fica a minha dica, assistam o trailer e depois procurem pelo filme!

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Ijime ou Bullying? Um Dorama sobre a violência nas escolas.

Depois do caso da escola americana, em Colombine, no qual estudantes entraram armados na escola e mataram professores e colegas de aula, o mundo começou a descobrir mais sobre o termo BULLYING. Como aqui, no Hikari no Tenshi, tratamos sobre cultura japonesa, tenho a chance de comentar sobre a versão oriental do Bullying, conhecida como IJIME.

Ijime nada mais é do que preconceito. O ato de excluir alguém de um grupo social e não tratá-lo com respeito recebe o nome de ijime (a forma correta de pronunciar é “idjimê”). Ijime ocorre dentro de uma sala de aula ou num ambiente de trabalho, que são os casos mais comuns; nesses casos, as pessoas são tratadas da pior maneira possível e dificilmente surge alguém para intervir, pois este também pode se tornar alvo das brincadeiras preconceituosas. Estima-se que cerca de 30 mil pessoas tirem suas vidas todos os anos no país, segundo dados do governo nipônico. Ser alvo de ijime é uma das piores coisas a se enfrentar para alguém que vive a fundo o espírito de coletividade, ou até mesmo por ser motivo de vergonha, se fecham e muitos acabam se suicidando para tentar fugir desse enorme problema.

Life (Raifu)

Minha indicação da semana vai para “Life”, um dorama que retrata o Ijime em escolas do Japão. Série televisiva protagonizada, de forma brilhante, pela Kitano Kii. Dorama baseado em um mangá do mesmo nome escrito pela autora Suenobu Keiko.

Shiiba Ayumu (Kitano Kii) não é uma estudante brilhante, mas ela decide se esforçar para entrar no colégio dos sonhos da sua melhor amiga Shinozuka. Depois de muito estudo, o inesperado acontece. Ayumu consegue se classificar, mas sua amiga Shinozuka não consegue a nota necessária para entrar no colégio Nishidate. Frustrada, Shinozuka briga com sua amiga e desmancha a amizade dizendo que ela gostaria que Ayumu não existisse, além de tentar o suicídio para apagar sua vergonha.

Extremamente magoada, Ayumu segue sozinha para o colégio, onde decide ficar isolada para não magoar novamente alguém. Então surge Manami (Fukuda Saki), uma colega de classe, que se aproxima dela. As duas novas amigas se tornam confidentes, mas o que parecia uma amizade verdadeira muda de uma hora para outra, quando Ayumu percebe que sua nova amiga não é quem ela realmente aparenta, mas sim uma vilã e mestre no Ijime.

Ayumu, com a ajuda dos seus dois fortes amigos, a Miki (Megumi Seki) e o Sonoda-kun (Takahiro Hojo), terá que lutar contra o preconceito e buscar se tornar uma pessoa forte para combater o “Ijime”!

Por que eu devo assistir?

Primeiro de tudo, por ver como nem tudo no Japão é bonito, belo e tradicional. Depois, pela bela atuação de Kitano Kii, como Shiiba Ayumu, além de ela ser linda. Por último, um Dorama que mistura um pouco de ação com o típico drama japonês merece o respeito por ter feito muitos alunos se encorajarem e denunciarem mais de 2 mil casos de Ijime pelo Japão.

Se fosse ruim, não teríamos tantos casos denunciados, certo? Não deixem de assistir!

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Doramas, a nova febre brasileira. Os seriados japoneses invadem o país.

Olá! Eu sou o Nery e, a partir de hoje, escreverei sobre Cultura Japonesa para o site Hikari no Tenshi. Como a equipe já possui membros que falam muito bem sobre animê, mangá, game, movies, etc. eu resolvi abordar temas um pouco diferentes. Para começar vou trazer uma matéria sobre DORAMA e indicarei um título para os interessados.

Se você tem o costume de assistir novelas brasileiras, ou as famosas Soup Operas americanas (ou Siticoms), você faz parte do público que senta em frente à televisão para assistir Doramas. Dorama (igual ao katakana da imagem) é o termo utilizado para séries de tv no Japão. Formam parte da programação diária das tvs japonesas. Todas as emissoras produzem dramas de diferentes temas: romance, comédia, terror, policial, entre outros. Diferentemente das novelas brasileiras e mexicanas, as novelas japonesas retratam muita tragédia e sofrimento, nem sempre com finais felizes. Muitos dão ênfase à valorização da família, amigos e à vida. Mas é claro que há aqueles de comédia, com aventuras e romances.

No Brasil a moda, desde o ano passado, é ser fã de Dorama, surgindo nominações como JDorama (Doramas japoneses), CDoramas (Doramas Chineses), KDoramas (Doramas Coreanos), além dos JMovies, KMovies e CMovies. Muitos fãs de animês passaram pela fase de “novidade” e começaram a migrar para os seriados japoneses; primeiro por terem atingido uma idade mais adulta e pedirem por temáticas mais sérias e, depois, por acompanhar a tendência no Brasil.

Agora vamos a parte mais interessante. Qual Dorama indicar para aquele que está começando agora? Muitos diriam “Hana Yori Dango” (adaptação do mangá de mesmo nome), porém sou contra essa indicação (eu comecei por Hana Yori Dango). Quer conhecer o que realmente DORAMA significa? Assista “Ichi Rittoru no Namida”.

1 Rittoru no Namida

Aya é uma menina de 15 anos, filha de uma família simples. O pai possui uma loja de tofu, a mãe, Shioka, é higienista e os três irmãos, Ako, Hiroki e Rika. Entretanto, a vida de Aya vai, aos poucos, mudando, ao perceber que tem levado tombos freqüentemente e anda de um modo estranho. A mãe, Shioka, pede para que Aya vá ao médico para ser examinada. O médico informa que Aya tem degeneração espinocerebelar – uma doença que deteriora o cerebelo gradualmente até o ponto que a vítima não pode andar, falar, escrever, ou comer. A doença não afeta a mente nem a memória. A partir daí começa uma luta desesperada de sua família e amigos à procura de uma chance de cura para Aya.

Este drama foi baseado em uma história real de uma menina de 15 anos que sofreu desta doença incurável, contra a qual lutou até seus 25 anos. A história foi baseada no diário de Aya Kitou (19 de Julho de 1962 – 23 de Maio de 1988). No diário ela relatava sua luta diária contra a doença. O livro que surgiu mais tarde intitulado “1 litro de Lágrimas” vendeu mais de 1,8 milhão de cópias no Japão inteiro.

Suas últimas palavras em seu diário foram: “O fato de eu estar viva é uma coisa tão encantadora e maravilhosa que me faz querer viver mais e mais”. Essa história torna-se mais comovente pelo simples fato de ser uma historia real, ela nos permite que possamos lançar um novo olhar para o nosso cotidiano e enxerguemos que, por mais que tenhamos problemas, existem pessoas que enfrentam dificuldades ainda maiores e nem por isso desistem.


É bom ou não é?

Sim! Acho que não tem o que comentar contra, muito menos o que eu posso contar além da sinopse original do Dorama, senão eu estrago totalmente a surpresa. Não tenho o livro, porém ele chegará para mim em setembro, depois poderei avaliar a adaptação. Também recomendo que ouçam a trilha sonora, pois a música “Only Humam”, “Sangatsu Kokonoka” e “Konayuki” te farão chorar muito.

Detalhe, eu chorei muito mais que um litro de lágrimas. Se você não chorar até o quinto episódio, pode ter certeza que chorará muito mais depois… Também separei o link de um vídeo com uma das cenas mais bonitas do seriado inteiro.

Espero que gostem!!!
Fiquem de olho por mais matérias…

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